Nota em repúdio à prisão arbitrária de Guilherme Boulos


Em 17 de janeiro, a Ocupação Colonial, no bairro de São Mateus, zona leste de São Paulo, sofreu violenta reintegração de posse cumprida por policiais militares do Batalhão de Choque, que invadiram o terreno, atearam fogo nas casas e protagonizaram cenas de agressão às famílias que lá viviam. Na ocasião, Guilherme Boulos, integrante da coordenação nacional do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, foi preso de forma arbitrária, em mais uma expressão da criminalização dos movimentos sociais no país. Diante disso, o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU) divulgou nota em repúdio e prestou sua solidariedade à Ocupação Colonial. Leia a nota abaixo.

Nota em repúdio à prisão arbitrária de Guilherme Boulos

O Fórum Nacional de Reforma Urbana repudia a prisão arbitrária do companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto e toda a ação violenta a que foram submetidas as famílias da ocupação Colonial no Bairro de São Mateus. Boulos acompanhava a reintegração de posse, junto a militantes de diversos movimentos e organizações tentando garantir um desfecho favorável às famílias da Vila Colonial em São Paulo, quando foi preso arbitrariamente pela PM de São Paulo sob a acusação de desobediência civil.
A prisão de Boulos, não é apenas uma violência dirigida a uma pessoa, uma liderança ou movimento, mas um recado de um Estado cada vez mais fascista para todos os lutadores e lutadoras do povo que se indignam e reagem, diante das injustiças e violações que somos submetidos diariamente.
Moradia não é caso de polícia e lutar não é crime!
Os movimentos sociais devem ter garantidos a liberdade e os direitos sociais, claramente expressos na nossa Constituição, especialmente, o direito à livre manifestação.
Todo apoio ao Guilherme Boulos e ao MTST. Basta de criminalização dos Movimentos Sociais

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